Voltar
Resenhas

Primeiras Impressões - O Gato e a Torre

Vanessa · 13 de março de 2026

Primeiras Impressões - O Gato e a Torre
Jogadores1–5
Duração30 min
ComplexidadeMuito leve · 1.3
Nota BGG7.4

Texto publicado originalmente na Ludopedia em 13/03/26 15:30.

All aboard! Os passageiros desse trem tem como missão ajudar o Titi a chegar no topo da torre assimétrica!

Assim como no texto sobre Emberheart, sou eu, Vanessa, que estou do outro lado da tela e, dessa vez, faço um convite para que você conheça O Gato e a Torre através desse texto (e, quem sabe, o jogo propriamente) de coração aberto.

A meu ver, não há outro modo de começar a apresentação desse jogo que não seja pela história introdutória, que pode ser uma bobagem em jogos de tabuleiro para alguns, mas me emocionou bastante. Citarei a tradução feita pela MeepleBR no manual do jogo:

"Segura aí, Mamãe, estou chegando!". Disse Titi, o gato preto, saltitando rumo à torre assimétrica que paira em sua frente.

Desde que falaram para ele que sua mãe saiu deste mundo para virar uma estrela no céu, Titi e os outros Bichanos fizeram uma promessa inquebrável: chegar no topo da torre, na esperança de encontrá-la novamente".

Com o perdão do palavreado chulo, mas PQP se você não está com ciscos nos olhos depois de ter lido isso, você leu errado.

O Gato e a Torre não é apenas um "joguinho aleatório de equilibrar gatos em uma torre de papel até o andar mais alto". É um jogo com uma narrativa comovente que te acompanha do começo ao final (assim que você completa um dos cinco objetivos propostos pelo jogo, pode virar a carta desse objetivo e ler o que aconteceu com Titi e seus amigos). Estou há cerca de 6 anos nesse universo dos jogos de tabuleiro, o que não é muita coisa, mas durante esse período passaram vários jogos pela nossa mesa e nenhum deles trouxe uma história tão tocante quanto essa - sim, eu tenho consciência de que isso é algo pessoal, que pode não fazer diferença para muita gente, mas para a minha pessoa e, talvez, para a sua possa fazer e ser um baita diferencial na sua coleção.

Como funciona o jogo
O Gato e a Torre é um jogo para 1 a 5 jogadores, lançado no Brasil pela MeepleBR, que pode ser jogado de forma solo, competitiva ou cooperativa. A forma competitiva é boa, funciona a partir de dois jogadores, mas o que brilha mesmo é a forma cooperativa, então é sobre ela que falaremos.

Conforme a história introdutória, seu objetivo é ajudar o gato Titi a alcançar os andares mais altos da torre. Existem cinco objetivos que norteiam a sua partida e cada um se refere a um andar diferente que Titi deve alcançar (10º, 13º, 15º, 17º e 20º). Atenção para um ponto: Titi deve alcançar esses andares, não basta você ter construído a torre até o andar específico (sim, acontece de você ter construído mais do que o necessário e a torre cair bem na hora que você está movendo o Titi…).

Além de ter um objetivo para cumprir, duas cartas de missão são abertas na mesa e são elas que te ajudam a movimentar o Titi. Assim que você cumpre uma das missões, Titi sobe o número de andares descrito na carta e outra carta de missão é revelada, ou seja, sempre duas cartas de missão estarão disponíveis para serem cumpridas.

Na sua vez, você escolherá uma das duas cartas de ação abertas para realizar. A carta de ação pode conter apenas uma ação a ser realizada ou duas ações e você terá que escolher uma delas. As ações são variações de: peças de determinados tipos de paredes e pisos que devem ser colocados ou gatos de cores determinadas ou a escolha do jogador que devem ser posicionados na torre. Depois de feita a ação, você verifica se uma das missões foi cumprida e se o jogo foi vencido ou se serão necessárias mais rodadas para que isso aconteça.

Arte e componentes
Todos os meeples de gatos e patinhas são de madeira e, na minha opinião, bem-feitos. Achei boa a gramatura das cartas, das peças de paredes e pisos e bem satisfatório destacar a "quina" dessas peças.

Acho que pode surgir dúvida com relação à durabilidade dessas peças. Por aqui, jogando com cuidado e sem dobrar as peças em locais além dos indicados, parece que elas resistirão por um bom número de partidas. Mas é bom prestar atenção se todos os jogadores estão tomando os devidos cuidados.

Com relação à arte, é fácil identificar o que as cartas estão pedindo, mas caso haja dúvida, tem um texto curto para auxiliar (exceto nas cartas de ação). Todas as peças de paredes e piso são ilustradas de forma delicada, não há poluição visual e é fácil identificar onde estão posicionados os gatos e o Titi. Também gostei que a torre não é uma masmorra, cuja única diferença seria a altura das paredes. As janelas, arcos e "pilastras" dão um charme ao jogo.

O que achamos do jogo?
Dessa vez, diferente do que aconteceu em Emberheart, eu e Vinicius concordamos que o O Gato e a Torre roda muito bem em dois jogadores.

Não jogamos Rhino Hero, um jogo que algumas pessoas comentaram no Instagram como parecido, para comparar. A única coisa que posso dizer a respeito é que gatos são mais legais que rinocerontes.

Um jogo que temos na coleção, jogamos bastante e temos condições de falar a respeito é o Nekojima, que não é tão parecido quanto Rhino Hero, mas também envolve equilibrar gatos e destreza (inclusive, o modo competitivo de O Gato e a Torre foi desenvolvido pelos mesmos game designers de Nekojima). Na minha opinião, O Gato e a Torre é mais "estratégico" do que Nekojima, já que você tem a opção de escolher entre duas cartas de ação e pode, dentro do possível, controlar a maneira como a sua torre está crescendo. Em determinado momento, pode ser mais interessante construir mais andares, enquanto em outro, posicionar um gato. Você não fica tão "refém" da sorte quanto na rolagem dos dados.

No começo, Vinicius achou que O Gato e a Torre poderia ser qualquer coisa, mas antes de terminar a primeira partida já foi conquistado. Eu já tinha sido conquistada apenas pela história comovente do jogo.

Nossas experiências até o momento foram muito boas, não conseguimos cumprir os objetivos logo de primeira (o que eu acho excelente), descobrir mais partes da história a cada objetivo cumprido nos instiga a jogar mais e achamos que é um jogo que pode ser jogado por pessoas acostumadas ou não com jogos de tabuleiro e com crianças (não temos contato com crianças por aqui, então não podemos especificar uma faixa etária).

Caso você tenha interesse, já temos vídeo sobre O Gato e a Torre no canal do YouTube:

Resumindo
Para finalizar, O Gato e a Torre com certeza pode ser considerado como um dos jogos memoráveis da nossa coleção. Além da história comovente, o jogo é divertido, funciona super bem em dois jogadores e gerou sorrisos e lágrimas em todas as partidas que tivemos até o momento.

Acredito que cada jogo pode ter um significado diferente para cada pessoa. Alguns, entenderão O Gato e a Torre apenas como um jogo de destreza com gatos e está tudo bem. Outros, serão tocados pela história e o jogo terá um significado maior. No final, entendo eu, o importante é compartilhar momentos especiais com as pessoas que você gosta, seja com esse ou outros jogos.

Obrigada àqueles que chegaram até aqui e nos vemos na próxima parada desse trem!

Caso você queira nos acompanhar nas outras redes sociais, nós estamos no Instagram e no TikTok!

Acompanhe via RSS